Palpites, tantos palpites

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No momento em  que a notícia da gravidez se espalha entre amigos e parentes, a sua vida não é mais sua, e conforme as semanas passam e a barriga cresce, se torna algo visível e  pública!  Infelizmente não é somente a barriga que cresce durante os meses, os palpites e comentários sem noção também: “Nossa, tem certeza de que é só um bebê?”, “É menina? Porque o formato da barriga parece menino!”, “Nossa, já está baixa essa barriga, vai nascer assim que virar a lua”. E, por aí vão as opiniões sobre a sua gravidez e a sua barriga.

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Quando perguntavam pra mim sobre o parto, era um Deus nos acuda! Ainda bem que eu sabia o que queria e estava muito tranquila. É que parece que, quando você está grávida, ninguém ao seu redor teve um parto tranquilo e prazeroso, só contam tudo de ruim que aconteceu, cada historia mais terrível que a outra! Além do assunto  barriga e  parto, há inúmeras histórias de como os bebês choram de cólica, e de como você nunca mais vai dormir, de como sua vida vai mudar para sempre, em como é difícil amamentar, e por ai vai se multiplicando as historias de terror…

Durante a gravidez eu pensava: “nossa, essas pessoas decidiram mesmo ser mães? Tão ressentidas, principalmente, das mudanças na vida delas. Mas, enfim, não estou aqui pra julgar ninguém, então, não julguem minha barriga, meu parto e minha criação!” 

Depois de uma gravidez tranquila e bem curtida, a Laura nasceu! E, junto com ela, uma enxurrada de palpites que só serviam para piorar meu puerpério. Eu, lutando para amamentar, cheia de leite, e Laura não mamava. Aí vinha alguém para dizer que “o leite da fulana empedrou porque a filha era assim, preguiçosa igual a Laura”, ou “poxa vida, põe uma chupeta na menina”. Essas pérolas vieram de pessoas que eu amo e respeito muito, então, respirei fundo, bem fundo para não pirar! 

Logo foi a hora de começar a sair na rua, voltar à rotina, mesmo que um pouco alterada, a certeza de ter de encarar todos os palpites do mundo, de conhecidos, amigos e até mesmo completamente estranhos.

Sinceramente acho que o termostato das pessoas é desregulado, consigo ouvir “tá muito frio pra Laura” e “tá muito calor pra Laura” com apenas 2 minutos de diferença. “Você vai acostumar essa menina no colo o tempo todo?”, “Tá só mamando no peito?”, “Você não sente falta da sua liberdade?”, “Sling dá torcicolo e essas pernas assim faz mal”, “Que bolsa gigante”, “Deu vacina? Você sabe todos os prós e contras né?”… Eu posso responder a todos com um lindo e singelo palavrão, mas, por respeito, educação e amizade eu respiro fundo e conto até mil se for preciso. Mas aqui eu vou responder:

  • Minha filha vai bem, obrigada e eu a crio no colo. Acho que, no futuro, isso ajuda a criança a ser mais auto-confiante.
  • Minha filha mamou exclusivamente no peito até o fim do sexto mês de vida e teve uma introdução alimentar gradual, da forma que eu acho correto.
  • Não sinto falta da minha vida antes da chegada da minha filha, eu escolhi ser mãe e adoro a maternidade.
  • Sim, a bolsa que carrego é grande, moro numa cidade com temperatura instável, tenho que estar preparada para o calor e para o frio, para uma fralda suja, para comprar um lanche pra mim e pra eu passar um batom. Tenho apenas uma bolsa pra mim e para Laura. Aliás, me desculpe, mas eu pedi para você carregar minha bolsa? Não me lembro! 
  • Não, eu não li sobre os benefícios das vacinas, eu os vivencio. Li sobre os malefícios de não dar as vacinas, não só pra minha filha, mas para inúmeras outras crianças.
  • O sling é um colo, com carinho, mas de forma a não prejudicar a minha coluna nem a da Laura. Não dará torcicolo e nem prejudica a perna dela.
  • Ela não está mal agasalhada/hiper agasalhada, ela está bem e feliz.
  • Sim, a Laura vai com muitas pessoas e só chora com você, pois ela não gosta de quem atrapalha.

E, para finalizar, eu digo: sou muito feliz com as escolhas que fiz na minha vida! Meu jeito de lidar com minha filha, de forma calma e tranquila, com a rotina que construímos.

A forma que crio a Laura não é nem melhor e nem pior do que a forma que você cria seus filhos. É a melhor forma para Laura e para mim e para a realidade da nossa família e assim será. A melhor forma para você criar seu filho quem decide é você, e será a melhor maneira para vocês – não dê ouvidos aos palpites, independentemente de quem quer que seja e escute o seu coração de mãe!

Mas e você? Como encara os palpites indesejados e indelicados a respeito das suas escolhas para sua família? Já passou por uma situação de ouvir algo tão absurdo que não soube nem como reagir? Conte aqui nos comentários vai ser ótimo saber das suas experiencias!

 

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Um comentário

  1. Acho que mais difícil do que lidar com palpites externos é resolver conflitos internos (familiares) sobre a forma de criar os filhos, mas admiro sua postura diante dos palpites de quem nem vive perto da sua maternidade😊👍. Força, Luz e Serenidade pra vocês⭐️✨🌷🌻

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