Infidelidade: tipos, crenças, sugestões de solução

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Segundo o conceito de Frank Pittman do livro: Mentiras Privadas,  a infidelidade é como uma quebra de confiança, o rompimento de um acordo. Se o acordo for ser um casal monogâmico, sendo únicos um com o outro no casamento, a traição sexual é uma quebra desse acordo.

A infidelidade pode não ser a pior coisa que um parceiro faça ao outro, mas pode ser a mais perturbadora e desorientadora forma de destruir um casamento, não necessariamente pelo sexo, mas por causa dos segredos e das mentiras.

O sexo extraconjugal quando ocorre em um casamento pode ser considerado um comportamento sintomático e problemático e seu significado deve ser explorado para determinar as causas do sintoma.

A maioria das pessoas prefere não tocar no assunto e manter em segredo a infidelidade, isso porque ao vir à tona, as pessoas e a sociedade esperam posturas e atitudes a serem tomadas que nem sempre é o desejo de quem foi traído.

Quero citar algumas crenças/mitos sobre a infidelidade, que além de não serem comprovadamente verídicas atrapalham na solução do problema:

  • Todas as pessoas são consideradas infiéis, sendo um comportamento normal e aceitável.
  • Os casos fazem bem e podem reviver um casamento monótono;
  • O infiel certamente não ama o traído e o caso extraconjugal é a prova.
  • O amante deve ser mais “sexy” que o cônjuge.
  • A culpa é o cônjuge traído, prova de que ele falhou de alguma maneira que tornou o caso necessário.
  • A melhor abordagem ao descobrir um caso é manter em segredo e fingir que não sabe, para evitar uma crise.
  • Se acontece um caso, o casamento certamente deve terminar em divórcio.

Esses mitos não condizem com a verdade encontrada em muitos relacionamentos, pois existem diferentes episódios de infidelidade, que quando revelados e compreendidos como um sintoma de um problema conjugal pode ser tratado o relacionamento e assim não terminam em divórcio.

Existem períodos críticos que o casamento enfrenta normalmente, em que se o casal não se percebe pode se distanciar emocionalmente devido aos conflitos e surgir casos de ininfidelidad

Um desses períodos é o que podemos chamar de pânico pré-nupcial, onde antes da efetivação do casamento pode surgir uma infidelidade. Ora, meus caros leitores, não é porque surgiu antes do casamento que é menos dolorido pois a quebra de confiança acontece igualmente.

Outro período é a vinda dos filhos, o período de maternidade e paternidade, onde com certeza há uma diminuição do sexo e se o casal não estiver preparado para lidar com as demandas de atenção exaustivas de um bebê, você sabe o que pode acontecer…

A rotina de trabalho e a vida familiar podem se tornar cansativa, e quando um dos cônjuges atinge o topo do sucesso financeiro e profissional, pode ser que um caso venha servir como “uma aventura”, onde nem é o amante o mais importante, mas a adrenalina que lhe tira da rotina diária.

Bem de todos os períodos críticos o mais importante é identificar que espécie de infidelidade acontece:

Existem infidelidades acidentais: são aqueles atos sexuais não-planejados, incomuns, que “simplesmente aconteceram”, deixando todo mundo desorientado. Talvez a maioria das infidelidades iniciais seja assim, mas se o infiel sente à vontade e “natural”, o infiel amador pode se tornar um namorador.

O namorador é um caso muito sério e de difícil mudança, pois é aquela atividade sexual habitual que parece natural para o infiel. Muitos dizem que é um vicio, nesse caso independente de como está a situação no casamento pode acontecer uma traição.

Estar casado com alguém que teve  um caso no passado não é difícil, mas é enlouquecedor amar alguém que terá novos casos futuros como é o namorador.

Existem também os Casos Românticos: são aqueles estados de louca paixão que enevoam as mentes das pessoas e as fazem esquecer seu casamento e sua família.

E existem os Arranjos Conjugais são tentativas de manter uma distância que é desejada por um dos parceiros. Eles variam de suplementos sexuais a casos extravagantes de vingança que mantêm casamentos turbulentos em um estado de intensa paixão e ciúme. Nesse caso nem pode se afirmar que é realmente uma infidelidade, pois os cônjuges sabem apesar de fingirem não saber.

No entanto toda infidelidade significa que houve perda de intimidade do casal, não que seja falta de sexo, intimidade é muito mais que sexo, é envolvimento emocional profundo e recíproco. Há pessoas que têm dificuldade de se envolver e manter um relacionamento íntimo, assim ficam trocando de parceiros. São aqueles que fogem de um compromisso, pois no fundo tem um grande medo de se apaixonar e sofrer, então mantém a distância e apenas fazem sexo, porém não por muito tempo com a mesma pessoa.

Quero encerrar com sugestões para aqueles que estão enfrentando esta situação:

  • Se você está sendo infiel, sugiro que pare imediatamente revele o segredo à família, pois o erro ainda pode ser reparado.
  • Se você for amante, sua presença torna as coisas mais difíceis, especialmente pra você. 90% dos casos que terminam em separação os infiéis não permanecem com a amante e quando se casam o divórcio acontece muito rápido, pois é uma relação que já começou sem base de confiança. Então não é dessa forma que irá conseguir ser parceiro, esta é a melhor forma de sofrer em um relacionamento.
  • Se você é amigo e sabe da história, você está encrencado e corre o risco de se tornar cúmplice do problema, incentive seu amigo a revelar a verdade.
  • Se você é a pessoa que está sendo traída, seu casamento está em suas mãos. A infidelidade e divórcio são coisas previsíveis num casamento, mas a terapia de casal não, então busque entender, busque ajuda e se for uma caso que não tem mais solução, a própria terapia de casal pode encaminhar para a terapia de divórcio, se assim for constado que o casamento realmente não tem mais condições de existir.
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