Educação para a Paz – Semana Montessori

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“Todo o mundo fala da paz, mas ninguém educa para a paz, educa-se para a competição e este é o principio de qualquer guerra. Quando educarmos para a cooperação e a solidariedade, nesse dia estaremos a educar para a paz”

– Maria Montessori

O primeiro ponto a se entender é que o método Montessori prioriza Valores a conteúdo.  Isso não significa que o seu filho não terá conteúdos referentes a sua idade, mas significa que acima de tudo, ele será respeitado como ser humano que é, e terá suas potencialidades desenvolvidas de forma natural, sem pressão , sem competição ou comparação com outras crianças.

Em Montessori, cada criança é única, e apesar de haverem expectativas educacionais, ela  não deve ser comparada a nada e ninguém. Não há notas nem  testes, cada criança é avaliada tendo em vista o seu próprio desenvolvimento através de muita observação de como ele age e reage às mais diversas situações.

Valores e princípios tem o maior peso na educação Montessoriana, a criança precisa saber e entender o seu lugar no mundo, entender e apreciar o coletivo, e acima de tudo desenvolver o senso de colaboração. Só existem ganhadores se o coletivo ganha. Com isso em mente, é possível notar o baixo índice de violência e agressividade em crianças educadas a essa maneira.  Sabe aquela história “se eu não ganhar, ninguém ganha”, “a brincadeira acabou porque eu não ganhei” – isso não existe porque o objetivo não é a individualidade, e sim  a mútua cooperação, a diversão do grupo.

Nessa mesma perspectiva, não há premiações ou castigos, pois a criança aprende que a maior premiação em fazer algo é a satisfação pessoal e a contribuição para o bem coletivo. Por exemplo, se uma criança tem a tarefa de regar as plantas todos os dias, ela o faz não por ter algum presente no final da semana por ter completado a tarefa, ela o faz por saber que está contribuindo para um mundo mais verde, para a preservação da natureza. Isso por si só deve bastar como recompensa e premiação. O mundo não gira ao redor dela, a criança não deve achar nem ser tratada como se fosse  o centro do universo, e sim como agente colaborador para influenciar positivamente o mundo em que vivemos.

Quando a criança entende o conceito de colaboração, entende automaticamente o conceito  da diversidade. O diferente não causa estranhamento porque compartilham da mesma visão de mundo: estão todos a cooperar e colaborar para um bem maior, não importando característica físicas, poder aquisitivo, sexo,  cor da pele, deficiências e nada mais. Há espaço para todos contribuirem e se ajudarem mutualmente.

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Nesse mesmo aspecto é importante a adequação educacional no ambiente familiar. Montessori defende que os adultos tratem com respeito as crianças, de igual para igual, como realmente somos: todos seres humanos. Há uma crença equivocada de que adultos são superiores a crianças, o que facilmente nos permite a gritar, falar rispidamente, dar ordens caindo sempre num sistema autoritário e ineficaz de educação.  Pense por um minuto: Você falaria com seu chefe da mesma forma que você fala com seu filho? Se você não grita com seu chefe, por que grita e  agride física ou verbalmente seu filho?

Uma educação para a Paz é aquela onde há diálogo, compreensão e deixa  espaço para o erro, sem que haja condenação.  Errar não é falhar, errar é criar oportunidade de aprendizado. Infelizmente nossa cultura prega valores totalmente opostos aos defendidos por Maria Montessori, e tem sido assim a séculos. Basta ver a final de um campeonato de futebol como a Copa do Mundo por exemplo,  onde o segundo lugar é visto e se comporta como derrotado, apesar de ser o segundo melhor time do mundo, mas infelizmente isso parece não ser o bastante.

Pequenas atitudes podem fazer grande diferença na educação do seu filho em casa, e na maneira como ele se comporta com e em relacao a voce;

  • abaixe- se sempre a altura de seu filho para poder falar com ele;
  • use o tom de voz que você usaria com qualquer outra pessoa.
  • Dê tempo e espaço a seu filho, permita que ele faça as coisas do jeito dele, mesmo que ainda não seja perfeito. Aprecie o esforço e a tentativa.
  • Use palavras amáveis e gentis com seu filho! Dizer que ele é levado, não vai fazer com que ele seja mais comportado; dizer que ele é desligado, não vai faze-lo se concentrar.
  • Foque nos pontos fortes e não nas dificuldades do seu filho.
  • Incentive a coletividade e a experiência, não apenas o resultado.
  •  Seja você o exemplo. Não faz o menor sentido gritar pedindo silêncio.
  • Não ache graça em comentários ou piadas pejorativas,  ensine seu filho a respeitar todos.
  • Crie o hábito de observar atentamente seu filho, sem interferir em suas decisões, apenas observe.

Não é fácil educar para a paz num mundo que escolhe guerra todos os dias, mas vale a pena! Teremos no futuro uma geração de lideres que saberão respeitar as diferenças e encontraram no dialogo e na colaboração a solução para um mundo melhor.

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