Muitas vezes quando as coisas não dão certo nos relacionamentos começamos a encontrar culpados, geralmente alguém ou o próprio parceiro é julgado como vilão da história.

Porém, para muitas pessoas se torna insuportável pensar que temos responsabilidade nos problemas que acontecem em nossas vidas, é muito mais confortável colocarmo-nos no papel de vitima, sem pensarmos no que nós mesmos precisamos mudar.

É importante que as pessoas se dêem conta de que um relacionamento é feito de dois e existem 50% de responsabilidade para cada lado. No entanto, podemos apenas fazer a nossa parte, não será com cobranças ou criticas grotescas que o outro irá fazer a parte que lhe cabe.

Com esse raciocínio devemos refletir por que muitos casamentos estão à beira da falência. Pelas experiências clinicas, me arrisco a afirmar que existem grandes dificuldades de comunicação que entravam, impedem e afastam as pessoas – tanto homens como mulheres.

Temos dificuldades de falar clara e abertamente sobre nossas necessidades de uma maneira assertiva, ou seja, de uma forma que não seja uma cobrança, mas uma sinalização e um depoimento do que sentimos.

Alias não é apenas no falar que temos dificuldades, é muito mais difícil ouvir atentamente o outro. Ouvir sem pensar no que argumentar depois, sem se colocar na defensiva, sem sentir necessidade de dar respostas rápidas para se livrar da situação. Eu costumo dizer que, enquanto um fala o outro espera para falar, e desta forma não esta ouvindo.

 Ouvir realmente o outro é estar vazio por dentro, sem pensamentos ou preocupações, é estar inteiro na conversa. É entender o que o outro lhe diz não encarando como uma falha pessoal.

A tendência da maioria das pessoas é simplesmente cortar a conversa ou discussão. É fácil conversar sobre o que nos é agradável, mas quando precisamos acertar alguns ponteiros se torna intragável e geralmente a opção é virar as costas e terminar o assunto. Esse tipo de atitude acaba fazendo com que as pessoas comecem a discutir cada vez mais alto (“gritando”, pois, o outro está surdo para eles), ou tentam colocar a sujeira para baixo do tapete e viver numa briga velada de magoas e ressentimentos.

Este caminho da falta de dialogo e entendimento faz com que os casais se afastem emocionalmente, percam a admiração um pelo outro e em alguns casos percam até o respeito. O casal começa a viver como dois estranhos debaixo de um mesmo teto, as diferenças se tornam intoleráveis.

Este momento de aparar as arestas do relacionamento é fundamental e necessita de habilidades de comunicação.

taylor-hernandez-497481-unsplash

Aprender a ouvir e não agir no impulso e na emoção é o primeiro passo para terminar com a espiral de acusações mutuas.

Aprender a fazer afirmações na primeira pessoa, mostrando ao outro que é um sentimento, uma percepção ou um pensamento seu. Quando você faz afirmações a respeito do outro, esta julgando e apontando o culpado, quando fala na primeira pessoa esta falando em forma de depoimento do que pensa ou sente, mesmo que o outro não concorde é um sentimento seu, Ex.: Eu me sinto chateada ou ignorada quando você não me avisa seus planos de sair com amigos. Isso é bem diferente de dizer: você não dá importância

Outro aspecto importante se você estiver realmente interessado em resolver seus problemas é “não chutar cachorro morto”, ou seja, se um assunto já foi resolvido e encerrado deve-se deixar pra trás, cada vez que trouxer o assunto a tona mostra o ressentimento ou mágoa sobre a falta que o companheiro cometeu, e isso se torna bastante exaustivo. Caso não consiga perdoar o companheiro e seguir adiante, deve-se buscar ajuda profissional uma Psicoterapia de casal ou individual, é recomendável.

Não empilhe queixas resolva uma de cada vez. Não é produtivo fazer lista de queixas a não ser que seja pra realmente resolver elas. Se for apenas pra demonstrar sua insatisfação sobre o comportamento do companheiro esperando que ele mude, a comunicação precisa ser diferente. Ninguém muda quando se fala de uma forma acusadora. É importante falar sobre o que precisa ser mudado mas reforçando que a outra pessoa tem coisas muito boas, que ao inves de ter aquela atitude sugerir outro comportamento que seja produtivo para substituir aquele em questão.

Enfim, o vilão do seu relacionamento não está no outro, rever nossas próprias dificuldades e entender que a mudança começa primeiramente conosco é o que poderá salvar o seu casamento. Experimente fazer uma mudança no seu comportamento hoje, e veja como seu relacionamento pode ir se modificando a partir de um pequeno aspecto.

No casamento as pequenas coisas se tornam grandes coisas, então procure fazer com que seus pequenos gestos ecoe na sua relação, tornando o gesto da gentileza, do dialogo, do cuidado um habito diário.

Veja  as Verdades e Mentiras sobre casamento aqui!

Anúncios