Tecnologia : a escravidão moderna

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Você provavelmente já ouviu  a seguinte frase: “A tecnologia aproxima quem está longe e afasta quem está perto”. É uma triste realidade que realmente acontece na maioria, se não em todos os lares.  Parece que a tecnologia nos encantou de tão forma que nem conseguimos mais lembrar de como era a vida sem ela. Como a raça humana sobreviveu sem WhatsApp, facebook, Skype e o saudoso Orkut???

A verdade é que perdemos o limite e a noção de realidade, de repente parece  que a única coisa em que acreditamos ou compreendemos  é a realidade virtual. Eu bem sei que o corre corre da vida moderna, principalmente nas grandes cidades, nos obriga a ter um ritmo frenético onde acabamos por esquecer, não aproveitar, ou ainda pior não reconhecer as oportunidades lindas que nos cercam a cada minuto do nosso dia.

Isso me assusta muito. Não é o que quero para mim, mas ao mesmo tempo admito que  sou escrava do meu celular, como se minha vida estivesse nesse aparelho, quando acaba a bateria ou quando esqueço em casa me sinto nua, estranha, sem chão. Se perder ou  for roubado? Não quero nem pensar!

Tenho refletido muito no estilo de vida que levo, no que quero ser, no exemplo que quero ser para meu filho e no legado que quero deixar para as futuras gerações e tenho que confessar que  me entristece constatar que ainda estou bem longe do meu ideal.

Eu estava indo para o trabalho outro dia numa viagem de quase uma hora dentro do ônibus pelo trânsito lento de Londres, e por “azar” a bateria do meu celular descarregou logo nos primeiros 5 minutos. Eu  logo pensei “essa viagem vai ser longa! O que vou fazer até chegar no escritório?” Por um momento um certo desespero tomou conta de mim, foi quando eu olhei para o lado e constatei que todos no ônibus  estavam mexendo no celular!  Alguns estavam ouvindo música, outros pareciam estar lendo ou assistindo alguma coisa, mas todos sem exceção estavam com o bendito aparelho nas mãos.

Me assustei, mas só pude perceber isso por que o meu estava desligado.

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A primeira coisa que fiz foi orar, falar com Deus. Foi um momento atípico. Eu ali no ônibus, falando com Deus em pensamento.

Senti paz, e de repente uma alegria se misturou a enorme sensação de leveza. Então aquela ansiedade de estar sem o meu telefone passou e  resolvi curtir, não uma foto do facebook ou Instagram, mas a paisagem pela janela do ônibus.

Vi muita gente correndo de um lado para o outro, falando ao telefone, ouvi buzinas de carro para todo lado, gente triste, casais apaixonados, pessoas solitárias. Dentre tudo que vi uma cena mexeu comigo: uma criança observando atentamente algo que acredito ter sido um inseto enquanto tentava chamar a atenção da  mulher sentada ao seu lado, possivelmente sua mãe, que estava muito ocupada digitando ao celular.

Cena muito comum, poderia ser eu e meu filho ali. Essa não é a vida que quero. Quero participar das descobertas e encantos do meu filho, além disso quero estimulá-lo e compartilhar dessas experiências com ele, mas como faze-lo se sempre que ele me chama eu estou ocupada ao telefone?

Tenho pensado e lido muito sobre como ter uma vida mais leve, leve de tecnologias, de comida industrializada, de consumo desnecessário, de momentos virtuais, de coisas, de lixo.

Uma vida mais de menos. A gente precisa de tão pouco para ser feliz, coisas passam momentos ficam, lembranças boas nos inspiram quando estamos tristes. Não quero ser hipócrita de viver uma vida sem tecnologia, eu amo tecnologia, mas ela não pode me dominar, nã temos que nos adequar ao ritmo avassalador do mundo, na verdade quando temos certeza de quem somos e o que queremos tudo se adequa a gente.

É muito difícil ir contra a maré, mas acho que é uma jornada que vale a pena.

Rebelde sem causa?  Particularmente acho minha causa muito justa: vida simples para aproveitar ao máximo a presença de quem amo. Sem interrupções, sem e-mails, sem  rede social.

Tenho tentado mudar alguns hábitos e quero dividir aqui com vocês. Longe ainda de alcançar a minha meta, mas creio que cada jornada começa com o primeiro passo:

  • caminhar ao invés de pegar ônibus. Detesto caminhar, mas isso me deixa ocupada e não mexo no celular enquanto caminho, além de fazer um exercício físico.
  •  se tiver que pegar ônibus vou admirando a paisagem, conversando com Vinicius (se ele estiver comigo) ou aproveito para orar, falar com Deus e sempre bom! O telefone fica no fundo da bolsa para  eu não cair em tentação.
  •  nada de celular durante as refeições. Hábito horrível que eu tinha.
  •  estipular horários para checar as redes sociais (ainda em construção).
  •  colocar meus filhos para dormir todos os dias sem ajuda de eletrônicos, por um tempo usei da tecnologia para tocar música, aplicativos de histórias ou até mesmo um desenho até que ele pegasse no sono. Não mais! Há um bom tempo conversamos, oramos juntos, eu leio uma história e canto até que eles adormeçam . Se você não faz isso, comece hoje. É emocionante ver como eles crescem bem ali debaixo dos nossos olhos.

Espero que esse texto te encoraje a ter uma vida mais simples e sem muito ruído virtual,

Sei que hoje estamos muito conectados e ter acesso a tecnologia é bom, é ótimo mas tudo com moderação pois nada supera um abraço apertado e uma boa conversa olho no olho.

E você? Está satisfeita com o tempo que passa na frente do computador ou celular?

Ou é algo que te incomoda também? Se tiver dicas de como faz para diminuir o tempo em frente as telas conta aqui nos comentários, quanto mais dicas, melhor!

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4 comentários

  1. Pois é!
    A tecnologia hoje em dia prende muito as pessoas. Depois, quando não as temos, como por exemplo essa sua situação de falta de bateria, parece que entramos em pânico, o que é muito mau.
    Felizmente, ainda há muitas pessoas que controlam bem essa ausência de tecnologia. Cabe a estas tentar fazer com que os dependentes se controlem um pouco mais.
    É difícil mas não impossível.

    Curtir

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