SUICÍDIO: ajude a prevenir

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Dados levantados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), indica que as mortes por suicídio aumentaram 60% nos últimos 45 anos. Aproximadamente um milhão de pessoas que se suicidaram em todo omundo e estima-se que a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio nomundo. 

Atualmente, o suicidio é considerado a segunda maior causa de morte entre pessoas de 15 a 35 anos de idade. Os números foram divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, dia 10 de setembro, que é um dia para conscientizar que 90% dos suicidios podem ser prevenidos se as pessoas identificam os possiveis suicidadds, e sabem os riscos, e as atitudes de como previnir.  A agência da ONU também publicou um conjunto de orientações para ajudar a sociedade a impedir esse tipo de morte.

A cada 40 segundos, uma pessoa se suicida no planeta. De acordo com o organismo internacional, todos os países, sejam eles ricos ou pobres, registram casos de suicídio. Mas quase 80% desses óbitos são identificados em nações de renda baixa e média, segundo dados de 2016. A maioria das ocorrências acontece em zonas rurais e agrícolas. O envenenamento por pesticida é o método usado em 20% de todas as mortes. Outros meios comuns são o enforcamento e o uso de arma de fogo.

O Suicídio está entre a 7º causas de morte entre crianças com idade de 10-14 anos, sendo que o impacto psicológico, social e financeiro causado em uma comunidade e na família é imensurável.

Foi observado que os indices de suicídio sobem em até 25% no final de ano e em datas comemorativas como natal e final de ano, principalmente pessoas que estão passando por situações financeiras difíceis, por pessoas que vivem longe de seus familiares, que não tem muitos vinculos sociais e sentem-se solitárias, e também pelo aumento de uso e abuso de alcool e outras drogas.

Entre as pessoas que cometem suicídio, frequentemente elas apresentam transtornos mentais como depressão, bipolaridade, esquizofrenia, dependentes químicos (alcool e drogas) e até outro tipo de transtornos como o obssessivo compulsivo.

 

Apesar de grande parte das pessoas com risco de suicídio apresentarem transtorno mental, a maioria não procura um profissional de saúde mental, mesmo em países desenvolvidos. Assim a família e a sociedade tem papel importante na prevenção, uma vez que com esclarecimento e orientação correta podem identificar as pessoas que estão em risco e prevenir o ato do suicídio.

Pensando em todas estas questões o Ministério da Saúde lançou um Programa Nacional de Prevenção ao Suicídio esclarecendo o assunto e orientando como as pessoas da comunidade e família podem auxiliar na prevenção de um suicídio.

Primeiro é preciso informação esclarecimento sobre o tema, desmistificando as crenças erradas sobre suicídio.

Uma das crenças é: “cão que ladra não morde”, ou seja, as pessoas acham que quando alguém fala que quer se matar, só esta querendo atenção e não dão a devida importância ao fato. Mas as estatísticas mostram que 98% das pessoas que se suicidaram deram sinais, indícios ou avisaram os familiares dos sentimentos angustiantes e da vontade de morrer.

Outra crença errônea é que “após uma tentativa de suicídio, uma melhora rápida das condições mentais significa que o perigo passou”, na verdade uma melhora rápida exige atenção redobrada, não significa que a crise acabou. Vale lembrar que muitos suicídios se efetivam pouco tempo após uma tentativa prévia.

Também é importante ressaltar que o suicídio não tem a ver com ato de covardia ou coragem, muitas pessoas por pensarem assim falam ao sujeito deprimido: “você não tem coragem pra isso!”, ou “você seria um covarde se fizesse isso”. No entanto, é preciso compreender que para pessoa chegar nesta situação a dor psíquica chegou no limite, está demasiadamente insuportável e a pessoa só tem o desejo de parar de sofrer e para ela isso nada tem haver com coragem ou covardia.

   Então como prevenir o suicídio? Primeiro de tudo, é preciso identificar a pessoa que esta com risco de suicídio.

  1.  Pessoas que estão com alguma doença psiquiátrica, pessoas que cometeram tentativas anteriores desuicídio;
  2. Com histórico de antecedentes na família; que tiveram alguma perda importante (morte, divórcios, etc.);
  3. Que tem apresentado mudança em seu comportamento tornando-se mais retraídas com inabilidade de se relacionar com seus familiares e amigos;
  4. Que apresentam desejo súbito de concluir os afazeres pessoais, organizar documentos, escrever um testamento, etc; que apresentam sentimentos de solidão, impotência, desesperança;
  5. Que tenham escrito cartas de despedida e que fazem menção repetida de morte ou suicídio.

     Após identificar é importante saber abordar a pessoa que esta nesta situação.

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O QUE FAZER

• Ouvir, mostrar empatia, e ficar calmo;

• Ser afetuoso e dar apoio;

• Leve a situação a sério e verifique o grau de risco;

• Pergunte sobre tentativas anteriores;

• Explore as outras saídas, além do suicídio;

• Pergunte sobre o plano de suicídio;

Ganhe tempo – faça um contrato;

• Identifique outras formas de dar apoio emocional;

• Remova os meios, pelos quais a pessoa possa se matar;

• Tome atitudes, consiga ajuda com mais pessoas;

• Se o risco é grande, fique com a pessoa o tempo todo.

O QUE NÃO FAZER

• Ignorar a situação;

• Ficar chocado ou envergonhado e em pânico;

• Tentar se livrar do problema acionando outro serviço e considerar-se livre de qualquer ação, achar que não é sua responsabilidade;

• Falar que tudo vai ficar bem, sem agir para que isso aconteça;

• Desafiar a pessoa a continuar em frente;

• Fazer o problema parecer trivial;

• Dar falsas garantias;

• Jurar segredo;

• Deixar a pessoa sozinha.

É importante lembrar a toda população, que o suicídio é cometido por um impulso que dura questão de minutos, assim se houver alguém por perto, pode ser prevenido naquele momento, por isso os casos mais severos precisam de vigilância 24 horas e alguns casos até mesmo internamento psiquiátrico para receber as terapias e medicações.

É fundamental que a família e amigos encaminhem essas pessoas até especialistas da área principalmente psiquiatra e psicólogos. Geralmente essas pessoas tem resistência, pois tratamento significa vida e o que elas querem no momento é o contrário, por isso a família deve vencer a resistência do paciente e fazer o seu papel de proteção e cuidado com seus membros.

Devemos entender que somos responsáveis por nossos colegas, amigos, familiares, cidadãos de nossa comunidade, precisamos exercitar a compreensão e a compaixão ao próximo, só assim podemos auxiliar no tratamento de pessoas que estão sofrendo, prevenindo um ato de desespero e ajudando a lutar pela vida. 

Se você quer saber mais sobre o assunto, deixe seu comentário e se increva no Blog para que você receba mais informações.

 

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