Gritos da Maternidade – Sim, é difícil ser mãe

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Quando uma mulher se torna mãe, um novo universo se descortina bem a sua frente! Tirando toda  beleza, encanto e romantismo que a maternidade traz, esse novo mundo vem acompanhado de vozes na nossa cabeça, vozes essas que começam por sussurrar uma dúvida aqui e outra ali: “Será que vou ser uma boa mãe?” “Será que esse era o melhor momento?” “Será que consigo?”, no início tentamos manter o controle de nossas emoções e  o “vai ficar tudo bem” vira quase que um mantra diário.

Na verdade a maternidade é um lugar por muitas vezes solitário, onde as outras integrantes ou moradoras desse mundo paralelo  por vezes podem ser bem hostis e nada solidárias. Uma pena, mas poucas vezes encontrei apoio e empatia numa outra mãe, principalmente se temos ideias e filosofias diferentes sobre criação de filho…

Daí as vozes na nossa cabeça ficam mais altas, mais agressivas e tornam se em gritos que quase nos enlouquecem. Difícil não se deixar abalar!

 

marcos-moraes-67911-unsplashPhoto by Marcos Moraes on Unsplash

Quantas vezes você já chorou por ter certeza que não é ou não será uma boa mãe? Quantas vezes já se entristeceu por notar que está fazendo tudo diferente da maioria? Quantas vezes já se entregou desistindo de algo que acreditava ser o melhor, só por estar cansada de lutar contra tudo e todos? E quantas vezes já chorou de raiva por ter desistido?

Eu sei, é difícil, muito difícil. Mas se tem algo que eu aprendi nesses quase 8 anos de maternagem é CONFIAR no meu Instinto materno. E acredite, o estilo de vida que adotamos em minha família causa muita curiosidade, controvérsia, duvida e até rejeição por alguns…

Pense nos comentários “agradáveis e simpáticos” que recebo por ser vegana, minimalista, criar meus filhos sem gritos nem palmadas, por sermos adeptos de cama compartilhada até quando eles quiserem, sermos homeschoolers (meus filhos não frequentam escola), por ter decidido abrir mão da carreira para virar “mãe em tempo integral”, por ter decidido parir em casa e não num hospital e por aí vai… Me chamam de louca, protetora, inconsequente e outras coisitas mais… I don’t care! Ou no bom português “To nem aí” hoje eu sei quem eu sou e o que eu quero para minha família, os rótulos são apenas rótulos no fundo eu sou Uma mãe que faz o que acredita ser melhor para os filhos e ponto final.

A historia é sempre a mesma: se meu filho adoece “ahh é porque não come carne, o coitadinho é muito fraco” ou se está tímido ou envergonhado “Ele é tímido porque não frequenta escola” ou se diz que tem medo de alguma coisa “ah também, dorme na cama dos pais ate hoje!” ou se minha bebê faz uma pirraça “se desse umas palmadas isso não aconteceria” ou quando veem a quantidade de brinquedos que eles tem “não acredito que eles não tem os brinquedos da moda? Coitadinhos!” Não, não tem porque não nos deixamos levar pelo consumismo desenfreado que a mídia nos empurra goela abaixo.

Já me deixei abalar e muito por esse tipo de comentário, hoje eu respiro fundo e relevo, quando estou sem paciência ou se a pessoa e recorrente em seus comentários eu dou uma resposta a altura, confesso que não gosto de ser indelicada com ninguém, mas não sou de ferro, as vezes a resposta sai meio ríspida,  uma versão mais branda de “da minha vida cuido eu” .

O que eu quero mesmo deixar para cada mamãe que está a ler esse texto é: CONFIE EM SI MESMA. Você mais do que qualquer pessoa nesse mundo quer o melhor para seu filho e sua família, não importa se ninguém mais no universo cria filhos como você, tenha a certeza que está fazendo o que seu coração manda e aprenda a lidar com as interferências externas. São apenas vozes, que as vezes sussurram, outras vezes gritam, mas a palavra final quem dá é você!

Seja uma mãe feliz!

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10 comentários

    1. Ola.. Na verdade não tem apenas um motivo, eu tenho minhas duvidas quanto ao sistema educacional, e acho que em casa podemos seguir as aptidões e talentos dele, no tempo dele, sem pressão, sem competição nem comparação, esse tipo de stress ele terá a vida adulta inteira, então vamos levando com suavidade a infância 🙂

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