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Eu queria contar uma história.

Era um dia normal, eu estava sentada na privada – claro, quando mais? Quando de repente meu filho de 4 anos chegou chorando. Ele tremia, não conseguia nem falar direito tamanha era sua aflição. Como mãe, eu imaginei os piores acidentes doméstico, algo como um osso quebrado ou uma ferida a faca que culminou com um de seus dedos cortado…à beira do histerismo, eu perguntei:

– O que houve, Ewan?

– Eu quero que a Terra pare de girar!!

Eu fiquei meio perplexa com a causa do seu sofrimento, mas aliviada que seus dedos e ossos estavam inteiros, afinal Poderíamos resolver isso sem chamar a ambulância.

Como eu estava num momento zen pós-potencial-pânico-de-mãe, achei que poderia usar a imaginação pra resolver esse problema. Então perguntei o calmamente o  por que de seu desejo inusitado.

– Eu não quero que a noite chegue, pois assim posso brincar o tempo todo!

Partiu meu coração de ver sua ingenuidade, seus desejos mais puro e profundo de poder se divertir o tempo todo, sem ter que dormir.

Eu o abracei e esperei o choro passar. Quando ele se acalmou eu disse:

– Como você faria isso?

– Vou mandar um foguete com uma corda para o espaço, depois vou laçar bem forte o planeta e a Terra vai parar de girar!

– Uma boa ideia, mas o que acontecerá se você fizer isso?

– Vovô and vovó vão ficar presos na noite para sempre. (Meus pais moram no Brasil e de lá não saem, e ele já sabia que quando aqui na Austrália é dia, lá é noite e vice-versa)

– Isso mesmo, e o que mais vai acontecer?

E por aí fomos conversando, ele foi criando as situações e eu só perguntando o que aconteceria. Eu achei a linha de raciocínio dele fantástica, pois ele conseguiu sair do imaginário impossível (mandar um foguete pra parar a Terra com uma corda) pra realidade (vai ficar noite, muito frio, os bichinhos vão morrer etc). E assim ele construiu uma estória com início, meio, fim e com lições de aprendizado!

Cada vez que eu contava  para alguém, eu via que a estória dele era muito boa pra gente esquecer.  Então, eu entrei de cabeça  numa jornada de auto-publicação.

Vencendo muita insegurança e medo eu mesma ilustrei o livro.  Escolhi uma gráfica e distribuidora pra tornar o livro disponível em lojas como Amazon e Barnes&Noble.

Criei uma micro-empresa chamada Saci-Books – gosto de expandir nossa cultura por aqui –  pra poder publicar e vender…E para minha surpresa, por incrível que pareça, está vendendo! Ja vendi cópias na Inglaterra, Brasil, Amsterdã, e aqui na Austrália. Mas preciso de uma ajudinha pra atingir um público maior. Temos uma livraria que está apaixonada pelo livro, levando o livro pra escolas, e as crianças estão adorando – o nosso maior reconhecimento!

Eu acho a história do livro inspiradora para pais e mães se empolgarem e registrarem as idéias loucas dos filhos…o mundo vai ser um lugar melhor quando ouvirmos nossas crianças. Concordam?

Nós estamos muito orgulhosos desse feito familiar mãe-filho e de poder contar com a ajuda dos avós e do maridão pra finalizar esse projeto. Agora contamos com essa rede maravilhosa de pais e mães ao redor do mundo todo pra divulgarmos o livro. O livro está disponível em Inglês e em Português, o que é ótimo, pois pra nós expatriados, às vezes é difícil achar livros em Português pra crianças.

O livro está à venda nas duas línguas no mundo todo! Aqui, está o link pro livro em Português na Amazon UK.

Espero que gostem da estória e da história e nos ajudem a divulgar o livro no seu país. Bibliotecas, amigos, presentes, escola e por aí vai!

Um grande abraço,
Maíra

http://www.sacibooks.com
Instagram.com/saci.books

Se você achou a história da Maira inspiradora, conheça aqui outras mamães que ousaram empreender mesmo em terra distante!

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