Dicas para economizar em Londres

Londres é uma das cidades mais caras do mundo, primeiro porque a moeda (Libra Esterlina) é muito forte e estável se comparado com outras moedas, mesmo o Dólar e o Euro ficam atrás da moeda inglesa. Por ser uma cidade Global e um dos centros econômicos mais importante do mundo, o transporte e a moradia tem os custos mais caros da Europa.

Pensando nisso, aí vão algumas dicas para você economizar e ainda ter uma viagem muito interessante em Londres.

Câmbio

Sua economia começa muito antes de você chegar. Procure planejar com antecedência sua viagem e fique de olho no mercado financeiro, o câmbio é variável e algumas vezes você pode conseguir trocar a moeda muito mais barata.

Hospedagem

  • Faça Home&Share usando os contatos brasileiros

Sim, se você for brasileiro sugiro que utilize as mídias sociais e entre em contato com os grupos da comunidade brasileira aqui de Londres, você pode encontrar muitos serviços que podem ajudar a não usar os caros serviços para turistas.

Aqui é muito comum compartilhar casas, através do site chamado Home&Share. Funciona da seguinte forma:  as pessoas que têm mais de um ou dois quartos na casa alugam esses quartos pra ganhar um dinheiro extra.  Por isso, ao invés de gastar muito num hotel procure ver lugares centralizados que podem alugar um quarto pelo período que desejar. Além de você poder usar a cozinha para fazer suas refeições, também pode fazer amigos, aprender sobre a cultura local e receber dicas.

  • Hostels/ albergues

Se você realmente quer economizar e não se importa muito em conforto, existem muitos albergues que oferecem uma cama e um lugar limpo para sua estadia.

Procure os albergues bem localizados em zonas mais turísticas, verifiquem as referências, os comentários de usuários, e também veja com quantas pessoas você dividirá o quarto. Alguns bem baratinhos oferecem 20 camas, mas sugiro no máximo 8 camas, mesmo assim prepare-se para o barulho de entre e sai, algumas pessoas tem sono bem pesado (roncam muito alto) e não se importam com o barulho.

Quanto a segurança, a maioria dos albergues tem lugares com cadeado para você colocar suas  coisas, mas sempre é bom ter cuidado. Outra questão veja as fotos dos banheiros: esse é um ponto importante da sua viagem.

Alguns  albergues mais afastados do centro, servem também de estadia permanente para algumas pessoas que estão passando uma temporada e são de diferentes culturas, e por  isso, não espere os mesmo hábitos de higiene. Lembre-se: se optar por albergues encontre os que são destinados a turistas.

Albergues são ideais para quem viaja sozinho ou com amigos, gosta conhecer pessoas do mundo todo e está aberto a novas experiências!

  • Hotéis

Pra quem quer um pouco mais de conforto, chegar de um dia na cidade e deitar na sua cama e assistir uma TV ou mesmo ter um banheiro individual, então você precisa pagar mais caro por isso. Mas mesmo assim tem opções de Pousadas (os chamados Bed&Breakfast  são pequenos hotéis, que não oferecem serviço de quarto, ou limpeza diária, etc) que tem o custo um pouco menor.

Os cafés da manha não são como no Brasil, alguns hotéis cobram o café da manhã a parte, e muitos cobram WiFi e estacionamento, então verifique tudo isso e escolha o que vai valer a pena e couber no seu bolso.

 Transporte

  • Planeje seu transporte do aeroporto 

Outra coisa que você pode encontrar nas comunidades brasileiras é um taxista que possa buscar você do aeroporto. Você  também pode pegar o metrô, que é muito mais barato e às vezes até mais rápido do que o trânsito normal. Decidir por metrô ou táxi depende de quantas pessoas estão com você, quantas crianças e da quantidade de bagagem que você tiver. De qualquer forma, ambas as opções são mais baratas do que  o tradicional táxi Londrino – o Black Cab.

  • Aprenda a usar o transporte público

Apesar de ser um dos transportes mais caros do mundo, ao usar um Oyster card  – um cartão pré-pago de transporte público ou mesmo um ticket singular (Travel card) – você pode utilizar todos os serviços, de metro, ônibus, trens dependendo da região, isso por quantas vezes quiser no período de 24 horas. Lembrando que o Oyster Card é mais barato que comprar o ticket singular a cada dia.

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Existem dois tipos de cartão, o normal, para moradores da cidade e turistas que não se planejaram com antecedência; e o turístico. O Oyster turístico pode ser comprado online e será entregue na sua casa. Ele tem tarifas ainda mais baixas e seu crédito não perde a validade, podendo ser utilizado em uma próxima viagem ou por outra pessoa no futuro.

É possível comprar o Oyster em qualquer estação de metro ou nos aeroportos. Na maioria das vezes você encontrará máquinas automáticas, onde pode-se pagar com cartão ou dinheiro. Ele custa £5 e será necessário depositar no cartão a quantia que deseja gastar. Este é um cartão pessoal e intransferível, portanto cada pessoa precisa ter o seu.

O preço das passagens variam dependendo do horário, do tipo de transporte e  da zona onde está localizado, mas o Oyster vai sempre debitar o menor valor para você.

Todo o crédito do cartão é reembolsável (incluindo os £5 de depósito), porém é necessário entrar em contato com os funcionários da TFL – Transport for London, e solicitar o reembolso.

Não é possível pagar ônibus com dinheiro! Precisa ter um Oyster  ou um cartão de crédito com contactless que tenha as bandeiras Visa, Master, e American Express, mas verifique com seu cartão quais as taxas para uso no exterior, muitos bancos apenas vão fazer o cambio da moeda mas alguns bancos podem acrescentar tarifas.

Use o mesmo cartão sempre

Toda vez que entrar e sair do transporte público é necessário validar o cartão na máquina (é só encostar), e precisa ser o mesmo cartão da entrada e da saída. Só assim o sistema reconhecerá o trajeto feito e poderá descontar o valor correto do cartão, caso contrário sofrerá multa do valor de um “Travel Card” ou seja, o valor máximo de um dia.

  • Off- Pick

Lembrando que o período entre 7 e 9 da manhã é considerado horário de pico no metrô, quando as passagens são mais caras e os transportes mais lotados.

  • Zonas 1-2

Outra questão é que em Londres você paga mais se a locomoção de uma zona para outra for distante, se estiver na zona 1 que é o centro de Londres e estiver se hospedando numa zona 4 por exemplo, sua hospedagem pode até ser mais barata, mas vai pagar mais caro no seu transporte.

Por isso, se você for ficar em Londres até 5 dias no máximo, sugiro que fique numa localização bem centralizada, apesar de ser mais caro, você pode fazer muitas atividades a pé e isso economiza em transporte.

Saúde

Um dica é solicitar ao seu cartão de credito internacional, o seguro saúde no período de sua viagem, geralmente os cartões internacionais oferecem isso sem tarifas. E isso será muito útil se por acaso necessitar usar o sistema de saúde aqui.

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Se você tiver dupla cidadania ou passaporte europeu,  podes solicitar o cartão de Seguro de Saúde da União Europeia – European Health Insurance Card, assim em qualquer lugar da Europa e mesmo em outros países que tem esse acordo de saúde, poderá apresentar o cartão e usufruir dos serviços de saúde normalmente.

Alimentação

Existem muitos lugares com mercados públicos, lanchonetes, e restaurantes para comer em Londres, escolher bem é fundamental.

Não espere encontrar buffet por quilo aqui em Londres, e não venha esperando uma grande experiência gastronômica, porque a alimentação aqui não é tão importante como no Brasil. A maioria das pessoas não almoçam, elas comem um sanduíches e apenas em casa vão ter um jantar mais elaborado.

A não ser que você realmente queira experimentar a comida local, procure trazer seu lanchinho de casa. Por isso, considere ficar em uma casa ou hotel que tenha uma geladeira e que te permita fazer sua própria comida. Preparar teu próprio lanche para os passeios vai fazer uma diferença na economia.

Comidas compradas em mercados são muito mais baratas se compararmos com as de restaurante, e você pode encontrar sanduíches e até macarrão ou saladas por um valor bem razoável. Em muitos restaurantes, bistrôs ou lanchonetes, sanduíches e frutas chegam a custar 50% a mais do que em supermercado.

 Visite os lugares gratuitos

Exitem muitos lugares fantásticos, realmente lindos, que são gratuitos aqui em Londres.

Se vier com as crianças, aproveite para visitar os museus nacionais como o Science Museum, com playgrounds subterrâneos específicos para crianças, além de todas as galerias de exibições, que são exuberantes.  O Museu de Historia Natural impressiona inclusive adultos, que ficam encantados com os dinossauros e o acervo de mais de 70 milhões de espécies –praticamente todos os animais do mundo.

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Outro museu interessante é o o Museu Britânico, com peças históricas de todos os lugares do mundo: desde o antigo Egito, Antiga Grecia, China e até mesmo do Brasil.

colagem museu britanico

Aproveite os parques

Além de gratuitos, no verão os parques são encantadores, com jardins super produzidos. Os parques mais visitados são o St. James Park, o Green Park, que ficam em volta do Buckingham Palace (palácio da Rainha), e o Hyde Park, que é enorme e também muito conhecido.

Para as crianças, o Kensington Palace and Park é extraordinário, por ter um navio pirata no meio do parque cercado de areia, tem espaço com tendas de tribos indígenas, um adventure playground com obstáculos em madeira e um espaço musical e sensorial.  Recomendo também o Memorial da Princesa Diana, é simplesmente esplendido!

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A lista de lugares a se visitar em Londres não pára por aqui! Há muitas atrações gratuitas que vale a pena visitar! Fiquem ligados nos próximos textos, teremos mais dicas para você curtir muito a “Terra da Rainha”!

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Autor: Denize Cenci

Gaucha de nascimento, Catarinense de coração, blogueira por acidente! Sou casada e mãe de menino, onde descobri a dor e alegria de ser mãe. Sou Psicóloga - Especislista em Terapia Sistêmica de Família e de casais, também faço atendimentos individuais e tenho vasta experiencia Saúde Mental e Saude Pública, pós-graduada em Saúde publica com foco em saúde da familia. Mudei-me para Londres - Inglaterra em 2014, e desde então venho experienciando o que é ser imigrante e expatriada.

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